Untitled Document
Untitled Document



   
Acesse aqui seu Email do Guararema
 
Untitled Document
Untitled Document

Guararema Cidade Natal

 

........PONTOS TURÍSTICO

Revitalização do Distrito de Luis Carlos

Após revitalização, distrito de Luis Carlos, em Guararema, é inaugurado
Fachada da Igreja e construções foram recuperadas em obras.
O local histórico deve aquecer turismo na cidade.

Segundo a Prefeitura, 22 construções tiveram sua fachada e o interior recuperado. “Nós fizemos a revitalização de toda a fachada das casas e por dentro, foi um longo trabalho de restauração aproveitando a madeira dos telhados e das portas, nós focamos nesta questão ambiental também”, acrescenta Francisco Villar, chefe de gabinete.
As construções restauradas irão abrigar empreendimentos comerciais agora. “Será tudo direcionado para o turismo. Teremos restaurantes, bares e cafés”, elenca Villar.
Segundo dados da Prefeitura, a Igreja de São Lourenço faz parte da história do povoado. Seu telhado foi restaurado e, as paredes externas foram pintadas nas cores do padrão azul antigo. Construída no ano de 1906, famílias tradicionais de Mogi das Cruzes fizeram doações financeiras para a capela.

Igreja de São Lourenço recebeu cores originais da época de sua construção.

Segundo o padre Vandenilson, responsável pela paróquia desde março, a partir do ano que vem será discutido o projeto para a reforma interna da Igreja. “Há uma parte ou outra de vazamento. Por dentro nós pretendemos mexer no piso e no altar. Como a igreja matriz está em obras, o projeto ficará para o próximo ano.”

Maria Fumaça
Segundo informações obtidas no site da Prefeitura, a Estação Ferroviária de Luis Carlos foi fundada em novembro de 1914. Prestes a completar 100 anos, a Maria Fumaça voltará a soar o apito avisando a partida da locomotiva para o passeio de sete quilômetros entre a Estação Central, em Guararema, e a Estação de Luis Carlos.
Ainda segundo informações do site da Prefeitura, a proposta é oferecer o passeio gratuito, em um dia da semana, para as creches e escolas municipais e estaduais, assim como programas sociais e idosos.
Ainda sem data definida pela prefeitura, atividades artísticas também serão desenvolvidas no local para ajudar a recontar a história da linha ferroviária. Além da sua importância para o escoamento de mercadorias no século passado e transporte de passageiros, a Estação serviu de cenário para a gravação de quatro filmes, segundo Villar, as duas produções de faroeste do pistoleiro Gregório (“Gregório 38” e “Gregório volta para matar”), “Sangue em Santa Maria” e o drama rural com a participação da dupla caipira Tonico e Tinoco em “O Menino Jornaleiro”.

Luis Carlos da Fonseca Monteiro de Barros era o engenheiro civil e poeta que batizou a estação, de acordo com a prefeitura da cidade. Carioca, exerceu a função de chefe da Estrada de Ferro do Central do Brasil. Em paralelo à esta função, publicou quatro livros e chegou a ocupar a cadeira 18 da Academia Brasileira de Letras.
O maquinista Orlando Azevedo, de 53 anos, relembra das viagens feitas após a aposentadoria da Maria Fumaça. “Eu trabalhava com o trem de passageiros que fazia a linha Rio-São Paulo. Em época de chuva, a estação e o trilho de Luis Carlos enchia de água por não ter o corte de pedras, ai acabava atrasando a viagem.”
Azevedo, que trabalhou por exatos, e bem lembrados, 30 anos, um mês e um dia na ferrovia, entre tantas lembranças dos companheiros de serviço, se recorda com carinho do povo de Luis Carlos. “A estação era bem simples e sempre foi assim.Tudo se fez em volta da estação. Tinha um barzinho que, antes de clarear o dia, já vendia café com leite e pão com manteiga. Podia ser sábado, domingo ou feriado, não importava, o senhor estava lá.”
Mesmo com os assentos duros e o cansaço da viagem, o povo de Guararema e Luis Carlos fazia até mudanças através do trem. “Eles traziam balaio com galinha caipira, galinha de angola, cuia de queijo. O pessoal em Luis Carlos subia com gaiola de passarinho, rapadura e com a garrafa debaixo do braço”, relembra.
Pela simplicidade do povo da região, Azevedo afirma que muitos não pagavam passagem. “O chefe de trem tinha dó. Era gente que entrava em Guararema e Luis Carlos para descer em Mogi e vender seu frango caipira. Antigamente não tinha maldade, a pessoa necessitava daquilo”.
Azevedo, que trabalhou em outras linhas férreas do Brasil no Rio de Janeiro, pelo sul de Minas Gerais e interior de São Paulo, permaneceu na empresa até sua extinção, em 2011. “A gente sente muita saudade, principalmente dos companheiros de viagem”, finaliza.

 

Untitled Document
 
  Fale Conosco
  Cesar Azevedo dos Santos
contatoguararema@gmail.com